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Horta no apartamento sem sacada!

Ano novo e mudanças a vista. Vou me mudar para um apartamento – sem sacada. Então começo logo a pensar como vou ter minha tão sonhada horta em um apartamento sem sacada? Se tivesse uma sacada, por menor que fosse, o problema já estava resolvido, pois cheguei até a fazer um workshop com Grazia Cacciola, quando eu ainda morava na Itália, sobre hortas em sacadas. Aprendemos a fazer uma composteira caseira, trocamos idéias de como reutilizar embalagens para fazer o plantio e a melhor forma dispor a “horta” e apetrechos… em uma sacada. Mas e sem uma sacada, como fazer? Hoje eu estava então assistindo alguns vídeos interessantes no TED( para quem ainda não conhece eu “super” recomendo – tem palestras de até 15min de experts de todo o mundo, sobre os mais diversos temas), e encontrei por acaso um vídeo chamado “A garden in my apartment” com a palestrante Britta Riley. O nome me chamou logo a atenção e quando assisti fiquei mais feliz ainda ao ver que se tratava de um jeito de fazer hortas em janelas, nos apartamentos sem sacada! Eles desenvolveram um sistema caseiro , feito com garrafas pet, para produzir legumes e verduras em qualquer janela! E ainda lançam um “desafio” para as pessoas em qualquer lugar do mundo, elaborar seu próprio sistema e compartilhar, adaptando a cada situação e clima! Adorei. Algumas horas depois, entrando no meu facebook, o primeiro post que aparece na minha lista é do ” Ciclo Vivo- Plantando Notícias ” – uma página que sigo pois sempre posta notícias interessantes sobre sustentabilidade – com a notícia sobre o desenvolvimento de hortas para apartamentos por uma equipe de designer alemães, um sistema chamado “Parasite Farm“. Então pronto, problema resolvido. Duas soluções diferentes encontradas por acaso num só dia!

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Parque da Juventude – Rosa Kliass

Em março deste ano, fazia apenas 3 meses que eu tinha retornado ao Brasil, e assisti uma palestra empolgante da arquiteta paisagista Rosa Grena Kliass, no auditório da biblioteca da PucPr. O título da palestra era “Em busca do caráter e do significado no projeto paisagístico”.

Rosa começou nos mostrando parques cheios de significados , que ela conheceu em uma viagem a Israel. Em seguida apresentou 5 de seus projetos pelo Brasil: o paisagismo do Labóratório Fleury em São Paulo, com a praça das águas; o Parque das Esculturas em Salvador na Bahia; o Mangal das Garças em Belém do Pará ; o Parque da lagoa do Abaetè, também em Salvador ; e finalmente o Parque da Juventude em São Paulo.  Apresentando cada um destes projetos ela conseguiu nos passar a forma apaixonante com a qual ela desenvolve seus projetos, buscando os significados dos lugares e transmitindo esses significados através do projeto de paisagismo. Saí da palestra muito empolgada, com o bom sentimento que no Brasil o paisagismo de áreas públicas com qualidade também é possível.

Parque Institucional foto: Carolina Ceres
Parque Institucional (foto: carolina ceres)

Na semana passada tive e oportunidade de ir até São Paulo, e a primeira coisa que quis fazer, foi visitar o Parque da Juventude de Rosa. O parque é resultado de um concurso nacional para um complexo cultural, recreativo e esportivo na área antigamente ocupada pelo Complexo Penitenciario do Carandiru. O projeto vencedor foi apresentado pelo escritório do arquiteto Gian Carlo Gasperini, que chamou a arquiteta Rosa Kliass e sua equipe para prestar consultoria e desenvolver o projeto de paisagismo. Partiu dela então a idéia de dividir o parque em 3 áreas temáticas: o Parque Esportivo , composto por quadras poliesportivas, rampas para a prática de skate e patins , quadras de tenis e pista de cooper   oferecendo atividades gratuitas a população ; o Parque Institucional , que abriga edifícios de caráter cultural como a Biblioteca  de São Paulo e as Escolas Técnicas; e o Parque Central, caracterizado como um verdadeiro parque urbano, com função recreativa-contemplativa, possui trilhas, bancos e elementos que remetem a antiga ocupação da área – o Carandiru. Uma grande “Promenade” central aparece como elemento de união entre as diferentes funções do parque.

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